O Amora deixou fugir
mais dois importantes
pontos frente ao Monte
da Caparica, num
encontro em que deixou
ficar mais uma pálida
imagem das suas
qualidades, embora o
desfecho não possa ser
colocado em causa. A
questão é que se exige
muito mais a quem
pretende voltar aos
Nacionais e com um
orçamento bastante
superior aos seus
opositores, algo que
não se alcança com a
evidente falta de
confiança que a equipa
amorense está a
mostrar. Sem beliscar
o mérito da equipa, o
Amora foi, durante a
primeira parte, lento,
apático e pouco ou
nada inteligente,
levando mesmo os seus
poucos adeptos ao
desespero. Na primeira
metade, teve fases em
que pareceu mesmo
estar a entrar em
período de hibernação,
completamente afastado
do desafio, e sem arte
e engenho para
incomodar de forma
mais frequente a
defensiva do Monte da
Caparica, por isso,
não foi de estranhar
com toda a justiça,
que o resultado fosse
claramente
desfavorável por 2-0.
No segundo tempo,
então sim, a entrada
do jovem Miguel Silva
deu outra dinâmica a
equipa azul, tendo o
Amora chegado ao golo
por Rui Carvalho
através de uma grande
penalidade a castigar
derrube sobre Miguel
Silva. Depois, a
equipa orientada por
Nuno Correia subiu no
terreno e passou a
incomodar Martins e
companheiros,
principalmente nos
últimos 15 minutos. No
entanto, não foi
suficiente para que o
Amora chegasse à
vitória, não obstante
o empenho que mostrou,
conseguindo só o
empate nos derradeiros
minutos da partida
pelo inevitável Rui
Carvalho, após
excelente assistência
de Miguel Silva. Sem
que antes, o mesmo
Miguel Silva
presenteasse de
bandeja Rui Faria, que
incrivelmente falhou
um golo de baliza
aberta.
Enfim, a formação
amorense esteve
concentrada na sua
tarefa, defendendo
rigorosamente, embora
sem fulgor em termos
atacantes, vivendo
assim de fogachos,
beneficiando do facto
de contar com umas
individualidades de
qualidade superior às
do adversário. Sofreu
primeiro, criou mais
perigo depois, mas só
na segunda parte e
após a entrada de
Miguel Silva.